quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Personagens de "O Mistério de Boa Esperança" - Padre Alexandre

Você ainda não leu O mistério de Boa Esperança? Não acredito...  mas se você ainda não leu, junte-se aos que já o fizeram e vamos falar um pouco sobre um personagem interessante dessa história: O padre Alexandre

Boa Esperança da Serra é aquela cidadezinha do interior que vive um momento entre o tradicional e o desenvolvimento.

Exatamente por isso, a cidade vive um contraste entre os jovens que a tomaram para morar devido à proximidade com uma universidade em outra cidade e a população nativa, tradicional e católica.

A igreja tem um papel importante na cidade, pois é onde a informação é passada entre os moradores mais antigos.
Localizada em local privilegiado, é nela que Daniel e Fernando se encontram pela primeira vez na história.

Ultimamente os padres tem sido retratados na ficção quase sempre como vilões. São homens gananciosos, quase sempre utilizando a fé como ferramenta para propósitos muito maiores, normalmente relacionados ao poder e ao dinheiro.

Talvez por isso, criei um padre que foge a esses clichês. Alexandre é um homem ainda jovem, antenado com o mundo moderno e com os jovens, uma pessoa que realmente acredita em sua religião como uma forma de ajudar a comunidade.

Apesar de ser um personagem coadjuvante, ele acaba tendo papel decisivo no desenrolar da história, já que ajuda os protagonistas de diferentes formas, pois é um dos poucos na cidade que acredita realmente neles.

Padre Alexandre também rende passagens engraçadas quando insiste em interromper os garotos a contar a sua história ou quando precisa dar um jeito de mentir apenas dizendo a verdade, uma vez que não pode fugir aos seus princípios.

Se você quer conhecer melhor esse padre "gente boa" basta ler o livro O Mistério de Boa Esperança, uma obra cheia de mistério e aventura.

Mas já vou avisando: Quem começa a leitura não consegue parar até descobrir a solução deste enigma, então prepare a xícara de café porque a noite vai ser longa (e divertida)

Para comprar em versão física autografada:

www.facebook.com/danfolter

Para comprar pela internet:

Livraria Martins Fontes

Para comprar a versão digital:

Amazon





Você já leu?
Então deixe a sua opinião para que outros leitores saibam que você gostou.

skoob

Um abraço a todos e boa leitura

Dan Folter

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Dan Folter na Bienal do Rio 2017 - Veja como foi

Estivemos no último domingo na nossa primeira bienal em terras cariocas promovendo O mistério de Boa Esperança.


Foi a oportunidade para rever alguns amigos e fazer outros novos, tietar alguns autores e passar muita vontade de comprar um caminhão de livros.

Aproveitamos os estandes para algumas fotos temáticas:




E claro, recebemos os leitores no stand da Editora Chiado para alguns autógrafos






E, infelizmente, não foi dessa vez que conheci o Neil Gaiman em pessoa...  fica para a próxima!


Gostaria de agradecer imensamente a todos que por ali passaram, prestigiaram ou simplesmente divulgaram, à Editora Chiado por prover toda a estrutura e apoio para o evento e à minha querida esposa Fernanda, que aguentou a dura viagem Limeira-Rio praticamente num bate-volta.

Continuem acompanhando o blog para mais novidades!

Dan Folter

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Resenha - Pseudônimo Mr. Queen de Loraine Pivatto

Capa:



A capa não ajuda a criar interesse na história. É demasiadamente simples e não atrai o leitor.

SINOPSEO ano é 2012,
Dia 21 de dezembro,
E a temida profecia maia acaba de se cumprir.

Cidades devastadas,
Ruas vazias,
A população mundial bruscamente reduzida,
E a história dos sobreviventes começa a ser contada.

Os escolhidos iniciam um novo mundo, baseado nas novas regras passadas através dos sonhos.

Agora serão 2 vidas: 
A primeira até os 70 anos,
A segunda, a partir dos 20 e até os 100.
150 anos no total.
Nenhum segundo a mais.

A nova sociedade começa a surgir:
Sem desigualdade,
Sem dinheiro,
Sem doenças,
Sem possibilidade de mortes prematuras,
Exceto por uma maneira.

Uma única maneira de morrer, mas que não pode ser revelada.
Um segredo que precisa ser guardado.
Para salvar a sociedade de si mesma.


DADOS TÉCNICOS: 2015, 404 páginas, Edição do autor para divulgação, Loraine Pivatto

LINKS PARA COMPRA: Amazon

RESENHA: Pseudônimo Mr. Queen chegou às minhas mãos de maneira inusitada e, devo dizer, extremamente criativa. A autora me contatou pelo Skoob e disse que me mandaria o livro sem nenhum custo desde que eu me comprometesse a fazer uma resenha e enviar o livro para outro leitor segundo instruções dela.
Devo parabenizar a Loraine pela ideia. Enquanto meu livro, comercializado pelos meios convencionais, chegou a apenas 40 leitores na rede, o dela já passou de 800. Claro que não há lucro monetário para a autora, mas ela apostou em construir um nome com esta obra e depois, tentar voos mais altos.

BOAS IDEIAS: Além do marketing eficiente, a sinopse do livro é extremamente interessante. Uma distopia onde o fim do mundo aconteceu em 2012 e sobraram poucas pessoas para reconstruir tudo.
Ao mesmo tempo uma utopia, já que a nova sociedade, ao contrário do que se imaginaria, está perfeitamente organizada e definida por alguém.

MÁ EXECUÇÃO: A própria autora classifica o livro como "ficção especulativa", o famoso "e se...?" mas esse tipo de ficção exige que uma série de explicações sejam dadas ao leitor para funcionar.
Logo no começo, nos deparamos com a personagem Regina, uma das sobreviventes e é através dela que entendemos como esse mundo novo funciona.
As pessoas não podem mais morrer, não existe dinheiro entre outros detalhes, porém não há uma explicação sobre o que aconteceu com o mundo...

Quem ou o que foi responsável pelo final da sociedade?

Quem inventou as novas regras e com que objetivo?

Você vai até o final do livro e não encontra resposta para essas perguntas.

INVEROSSÍMIL: São Paulo é uma cidade de milhões de pessoas e, assim como no resto do mundo, sobraram apenas alguns gatos pingados. Era de se esperar uma batalha pelos recursos mais simples, como comida, mas, estranhamente, as pessoas desse novo mundo possuem carros, celulares, roupas e comida em abundância.
Se sobraram apenas algumas pessoas, quem fabrica esses bens de consumo? Como o shopping center pode estar cheio?
Infelizmente, a autora não responde nenhuma dessas perguntas e assim não há suspensão de descrença que sobreviva...

MUITOS PERSONAGENS: A autora usou quatro gerações de personagens para contar sua história. O resultado disso é que, quando começamos a nos interessar por Regina, ela é substituída pela neta e os conflitos que pareciam ter importância, são deixados para depois ou esquecidos. São tantos personagens que o cachorro da família apresentado no início é deixado de lado e só sabemos o que aconteceu com ele no final do livro.
É também no final que entendemos porque ela colocou tanta gente na história, já que cada um contribuiu com um pouquinho, mas isso inchou demais e história e inviabilizou ao leitor criar uma conexão com as personagens.

MISTÉRIOS INTERESSANTES: A parte boa do livro vai para a trama envolvendo o personagem que lhe dá nome. Apesar de ele demorar muito para aparecer, nos fazendo questionar a escolha de nome para a obra, quando o faz, acaba nos colocando numa trama interessante, muito bem amarrada e com revelações surpreendentes.
Graças à essa parte, você esquece um pouco dos problemas com a estrutura do mundo e começa a virar mais páginas.

Já o mistério sobre a única forma de morrer, não me convenceu, principalmente porque não nos é explicado porque os organizadores dessa nova sociedade a fizeram desse jeito. Foram aliens?, deuses ou tudo não passou de um sonho? 

CRÍTICA SOCIAL FERRENHA: A outra parte positiva vai para como a autora mostra um ser humano que, mesmo com tudo na mão, começa a criar problemas, burla as regras, compete por prestígio e arruína relações.
Isso exigiu da autora uma série de explicações e o desenvolvimento de um sistema complexo de classificações, porém imprescindível para a trama.
O livro também conta com um vilão de respeito, com motivações inteligentes e planos maquiavélicos.

FALTOU EDIÇÃO: A obra que chegou às minhas mãos mostra que a Loraine é como tantos outros autores nacionais. Tem ótimas ideias nas mãos, mas precisa da ajuda de outros profissionais para transformar essas boas em ideias em produtos adequados para o mercado.
Um editor profissional ou um leitor crítico teriam percebido essas falhas e ajudado a autora a corrigi-las antes de colocar o produto no mercado.
Eles provavelmente cortariam cerca de 100 páginas da obra, deixando apenas as partes realmente boas, já que a autora escreve bem e quase não há problemas de português no livro.
Até mesmo as escolhas de capa e nome poderiam ser revistas caso este trabalho fosse publicado de forma mais profissional.

CONCLUSÃO: Pseudônimo Mr. Queen é um aglomerado de ótimas ideias com uma execução aquém do merecido. Apesar disso, ele colocou o nome da autora nas cabeças de muitos leitores e pode ser uma porta de entrada digna para uma carreira literária consistente.
Nota 3 no skoob porque o resultado é bom, mas podia ter sido tão melhor...

E você leitor, já sabia alguma coisa sobre esse livro, autora ou sobre esse modelo de publicação?
Deixe sua opinião abaixo e vamos discutir literatura!

Abraços
Dan Folter

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Resenha - Minha lista de coisas para viver de Ana Luiza Medeiros

Capa:



A capa, com uma carinha de chick lit, é bonita, bem organizada e passa razoavelmente bem a ideia do que será encontrado na história.

SINOPSEAlba é uma escritora iniciante que quer mais do que tudo no mundo ser reconhecida como tal, mas o mundo editorial não é nada fácil, e mesmo trabalhando sobre as asas de uma das melhores editoras do país, seu desafio é tornar sua escrita interessante o bastante para ser publicada. Mas como? 

Com a ajuda de um novo amigo muito experiente no assunto, (cheio de segredos e com olhos verdes de arrasar o quarteirão...) e seus amigos malucos o bastante para encarar qualquer aventura, ela aceita o desafio lançado que promete revolucionar a qualidade de sua escrita. Cumprir uma lista de experiências de vida para quebrar a rotina com grande estilo! 


DADOS TÉCNICOS: 2016, 266 páginas, Editora Casa do escritor, Ana Luiza Medeiros

LINKS PARA COMPRA: Para adquirir sua cópia, digital ou física, acesse o site oficial da autora: https://analuizamedeiros.com/

RESENHA: Minha lista de coisas para viver conta a história de Alba, uma revisora e analista de originais em uma grande editora que sonha em publicar o próprio livro.
O problema é que a sua chefe, uma profissional altamente gabaritada, lhe disse que o livro não é bom o suficiente para ser publicado, deixando-a numa mistura entre a revolta e o desânimo.
O livro, narrado em primeira pessoa, irá mostrar as aventuras de Alba, numa tentativa de ter uma vida mais interessante para que isso reflita em suas histórias.

LISTAS. MUITAS LISTAS: Alba possui uma mania de organização e a faz utilizando-se de listas. No celular, no computador ou coladas na geladeira, as listas são uma forma de se manter em dia com as obrigações e, ao mesmo tempo, coletar pequenas recompensas ao riscar os itens. Elas serão o fio condutor da trama.

UM ROMANCE: A vida de Alba mudará quando ela conhecer Padú, alguém muito diferente dela e se apaixonar por ele.
Não há muito a se comentar aqui além do óbvio, exceto por um segredo que o homem segura durante toda a história e, pasmem, não é explicado direito no final. A autora cria um problema de confiança entre o casal, mas não fecha bem a situação.

AUTO-AJUDA? A "lição de moral" por trás da obra é algo do tipo: "viva mais experiências", "não trabalhe tanto", "esteja com seus amigos e família" e coisas desse tipo, sendo o motivador para Alba fazer uma lista de coisas que precisa viver para depois correr atrás de realizar esses itens. Acaba parecendo um livro de auto-ajuda em alguns momentos.

SEM SAL: Apesar de contar com passagens interessantes e até divertidas em alguns momentos, o livro prima por uma narrativa que não conseguiu me causar muito interesse.
Desde o começo da obra, ficamos sabendo que o final será o de uma comédia romântica, apesar de autora ter conseguido fugir de uma pequena parte do óbvio, embora insuficiente para causar uma grande surpresa.

GIRO DE 360 GRAUS? A literatura brasileira carece de revisores. Mas o serviço caro leva a maioria dos autores independentes ou semi-independentes a realizarem revisões próprias ou com pessoas despreparadas para a função. Apesar de a obra não apresentar problemas de revisão em geral, chamou demais a atenção a descrição em que tal personagem deu um giro de 360 graus e mudou completamente a sua vida.
Apesar de não ser algo que estrague a experiência ou desmereça a obra, mostra como o nosso mercado precisa amadurecer.

AVALIAÇÃO: Minha lista de coisas para viver é um livro bem estruturado e bem escrito, mas que não encanta. Falta aquela pimentinha para dar um pouco de sabor.
Também está longe de ser um livro ruim, por isso fica na média e ganha 3 estrelinhas no Skoob.
Leia se gosta de cotidiano, romances chick lit e primeira pessoa.
Não leia se procura por algo mais intenso ou profundo.

E você leitor, já leu Minha lista de coisas para viver ou outras obras da autora? Qual sua opinião sobre elas? Deixe seu comentário abaixo:

Dan Folter

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Dan Folter na Bienal do Rio de Janeiro 2017

Olá desinformados!

Esta notícia já está confirmada a algum tempo, mas agora é oficial: Estaremos na bienal do Rio de Janeiro em 2017.


Se você visitará a bienal da cidade maravilhosa, dê uma passada por lá para pegar o seu livro autografado, tirar fotos, bater um papo ou apenas dizer alô.

Estaremos no estande da Chiado Editora - Pavilhão Verde - estande M05 no domingo, dia 3 de setembro ao meio dia.

Se você pretende ir ao evento, marque sua presença através do Facebook: Dan Folter na Bienal RJ 2017

Se não puder ir, então compartilhe com seus amigos leitores e ajude a literatura nacional a crescer.

Nos vemos lá!

Dan Folter

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Resenha - Pirados de Camila Martins

Meus caros desinformadoss.
Em primeiro lugar, me desculpem pelo hiato no blog, mas a correria com o trabalho, os estudos e a escrita tem tomado muito do meu tempo para ler e escrever.

De qualquer forma, vamos curtir mais uma resenha aqui do canal.

Capa:



A capa, apesar de bonita e chamativa, não é de fácil leitura à primeira vista. Mas elementos importantes da obra estão presentes e podem ser reconhecidos melhor após a leitura.

SINOPSEBarbara sabe que não é normal. Ela reconhece que sua possessividade a impede de muitas coisas. Apesar disso, ela conta com uma melhor amiga, Nanda, que desde a infância a acompanha e a ama como uma irmã. . 
O tempo passa e tudo parecia tranquilo, até ressurgir um certo alguém do passado:
Eduardo que convive, desde que se entende por gente, com um transtorno obsessivo por organização. Ele gosta de ver tudo em seus devidos lugares e confere até os milímetros. Ele quer melhorar, quer ser menos problemático, mais inteiro e tem na bagagem uma vida solitária, apesar de nunca ter ficado só.
Ela quer tudo pra si. Ele quer tudo em seu lugar. Eles tem pendências que vêm da época da escola. O destino os reúne em um elevador. O que podemos esperar desse reencontro?


DADOS TÉCNICOS: 2016, 450 páginas, Editora Chiado, Camila Martins
RESENHA: Pirados (perfeitamente bagunçados) conta a história de Bárbara, uma mulher com problemas para se relacionar com outras pessoas devido à sua possessividade e Eduardo, um homem com mania por arrumação, o famoso TOC. E do romance que surgirá (ou não) entre eles.

COMEÇO DIVERTIDO: Os primeiros capítulos de Pirados conseguem fisgar bem o leitor, graças ao interessante perfil dos dois personagens principais e de alguns coadjuvantes. Esses personagens não são nada bidimensionais e carregam bem a história. Quando você vê já está interessando e passando as páginas.

PERSONAGENS: O ponto alto de Pirados é o desenvolvimento dos personagens, suas manias e problemas. O livro é todo escrito em primeira pessoa, alternando a narração, principalmente entre Bárbara e Eduardo, mas com alguma participação dos coadjuvantes também. Muitas vezes, um mesmo fato é narrado por mais de uma perspectiva, ajudando o leitor a entender o que realmente aconteceu, já que a primeira pessoa muitas vezes esconde os fatos, já que contém a opinião do personagem.

FALTOU CONFLITO: Pirados é uma história de amor e não se envergonha disso. O grande conflito da obra é se o casal irá terminar junto ou não, o que acaba ficando um pouco maçante entre o meio e o final da obra. As idas e vindas do casal, salvo por um acontecimento quase no final, não me convenceram de que algo daria errado.
Pirados também não tem um antagonista ou vilão. São as características dos próprios personagens que os impedem de conseguir o que querem. É bastante humano e verossímil, mas um pouco chato para quem lê.

AÇUCARADO: Não gosto de rotular livros e chamar Pirados de ChickLit seria ir por nessa onda, mas o livro é feliz em demasia. Todas as pessoas são boas, honestas e amorosas demais, sendo que as ações ruins são sempre enganos sem nenhuma má intenção. É uma obra para quem gosta de ler e fazer "aownnnn" o tempo inteiro.

MUSICAL: Uma parte bastante interessante da obra é a sua relação com as músicas. trechos de letras são muito bem aproveitados para mostrar como os personagens se sentem e permeiam várias das ações da obra. Bárbara tem até uma seleção de músicas para tomar banho.
Destaque para a lembrança da excelente banda "Nenhum de nós", um grupo de muito talento que não fez o sucesso que merecia.

AVALIAÇÃO: Pirados é aquele livro alegre, para quem quer uma obra divertida e de bem com a vida.  Não iremos avaliar a parte técnica pois a obra por nós lida é a versão que está no wattpad, antes de ser devidamente revisada e ganhar a versão impressa.
Leia se você gosta de romances, primeira pessoa e positivismo.
Não leia se procura por grandes discussões filosóficas, fantasia ou ficção.

Ganha nota 3,5 no Skoob. Um bom livro que deve lançar Camila Martins para a edição de outros materiais.


E você, desinformado? Já leu Pirados? O que achou da obra?
E o que achou dessa resenha?

Deixe seu comentário abaixo:

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Participe da antologia "Amor sem limites"

Essa é pra você que escreve e procura por uma oportunidade para publicar. A antologia "Amor sem limites"


Serão contos com a temática: Superação.

Organizado pelas escritoras Crys Magalhães e Meg Mendes, o objetivo é angariar histórias de vida de pessoas que superaram grandes dificuldades, não importa se físicas, psicológicas, uma doença ou trauma.


Pronto para escrever e mandar o seu conto? Então confira os detalhes quanto ao tamanho, temática, prazos e outros detalhes no link a seguir: Edital

Conhece algum autor com sensibilidade e talento para participar? Então avise a ele!

Esperamos pelos seus contos.

Abraço

Dan Folter e equipe desinformadoss

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha - O Peregrino de Leon Uris

Capa:


A capa, de estilo já um tanto ultrapassado, mostra o nome do autor maior que o do livro e ainda se refere a outras obras dele.

SINOPSEA bela aldeia de Tabah ficava na Palestina. sobre um outeiro no vale onde Josué suplicara ao Senhor para que o Sol parasse... de uma geração árabe para outra, pouco mudara. Então vieram os judeus, reclamando um pântano próximo e criando uma atmosfera hostil... depois disso, tudo mudaria para sempre..


DADOS TÉCNICOS: 1984, 546 páginas, Editora Record, Leon Uris

RESENHA: O Peregrino é um livro que investe num estilo bastante em voga ultimamente: a ficção histórica.
Nele, somos levados à aldeia de Tabah, a mais de cem anos atrás, no local onde hoje fica a Palestina.
A história se segue pelo primeira metade do século passado, mostrando como a aldeia e seus moradores são influenciados por grandes eventos como as duas grandes guerras mundiais, mas principalmente, pela criação do estado de Israel.

UMA AULA DE HISTÓRIA: O autor utilizou de forma perfeita a história para nos mostrar como era a vida de uma família islâmica naquele tempo e local. As tradições locais, reguladas pelo Corão, podem ser chocantes para um ocidental, principalmente na forma como as mulheres eram, e infelizmente ainda são, tratadas.
O livro também busca explicar historicamente o ódio existente entre árabes e Judeus, mas o faz de forma nada enciclopédica, mas utilizando a história e os excelentes personagens.

PERSONAGENS: O ponto alto de O Peregrino são os personagens ricos e envolventes que nos conduzem pela história. Desde o pai e chefe (Muktar) da tribo Ibrahim, sua esposa Hagar e seus vários filhos, com ênfase especial em Ismael, o caçula e Nada, a menina que passa por maus bocados durante a história.

DURO E FORTE: Por ser uma história calcada numa realidade difícil, O Peregrino não poupa o leitor de momentos difíceis durante a história. Assassinatos, estupros, absurdos familiares, crimes de guerra e outras situações difíceis são mostradas de forma bastante crua pelo autor.
A intenção não é chocar pela fantasia nem romantizar essas situações, apenas usar a ficção para mostrar a dura realidade pela qual aquelas pessoas enfrentam.

AUTOR JUDEU FALANDO DE ISLÂMICOS?: O autor se esforçou bastante para ser idôneo e não usa o livro como propaganda anti islâmica, como se poderia pensar. Apesar disso, é preciso realizar a leitura com os filtros ligados ao máximo, já que sabemos que não existe opinião totalmente idônea, todos somos influenciados por algo e isso ficará exposto naquilo que escrevemos.
O fato de o autor ser judeu apenas mostra o quanto foi habilidoso em escrever essa história, sem parecer uma propaganda religiosa ou uma mensagem de ódio.

AVALIAÇÃOO Peregrino é um daqueles livros que nos fazem repensar nossos valores, olhar para as nossas vidas e agradecer pelo que temos. Também é uma obra que nos ajuda a entender um pouco melhor o conflito entre os povos que vivem no oriente médio, tentando não fazer julgamentos levianos ou precipitados.
Ganhou nota 4,5 no Skoob apenas pela parte final, onde pareceu que o autor correu com algumas resoluções, ao contrário do ritmo mais cadenciado do resto do livro.

E vocês leitores. já conheciam o Peregrino ou o autor, Leon Uris? Convido-os então a procurar pelas obras dele, pois este não é o único ótimo livro que nos deixou. Outras resenhas virão.

Abraço

Dan Folter!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Conheça Dicotomia e nos ajude a publicá-lo

Olá leitores, como vocês estão?

Hoje quero compartilhar com vocês a obra que estou escrevendo para um concurso promovido em conjunto pela plataforma de leitura online Luvbook e pela Ler Editorial.

A ideia gira em torno de histórias que falem sobre amizade. Deve englobar o público young adult (18 a 25 anos, mais ou menos), ter de 50 a 90 mil caracteres sem espaço e ser publicada entre 1 de junho e 20 de setembro de 2017.

Com essa premissa, criei a história que se chama "Dicotomia" e cuja capa coloco abaixo


Sinopse: Letícia e Karina eram melhores amigas até o dia em que Matheus surgiu entre elas...

A história é narrada em primeira pessoa por Letícia, uma mulher dividida entre a amizade e o amor, mas, pera! Se você está esperando um triângulo amoroso clichê, se prepare para grandes surpresas nessa obra onde nem tudo é o que parece...

As quatro melhores histórias serão reunidas numa coletânea e lançadas pela Ler Editorial.

Além disso, os livros de maior sucesso entre o público também serão premiados pela plataforma.


As Mais Irresistíveis – Histórias mais visualizadas; 

Escolhidas pelo Público – Histórias com mais votos; 
As Mais Populares – Histórias mais comentadas; 
As Mais Mais – Histórias mais adicionadas às bibliotecas dos Luvbookers;


Por isso, peço a quem usa a plataforma que adicione o livro à biblioteca, leia, comente e deixe o seu voto.

E claro, nos diga se gostou da história, o que mudaria, se achou um erro de revisão, etc!

Abraços

Dan Folter!

domingo, 2 de julho de 2017

Blog Leitura descontrolada faz aniversário e quem ganha é você

O blog parceiro do desinformados Leitura Descontrolada está fazendo aniversário. Parece mais, mas é só um aninho desde a sua estreia.
E esse evento merece uma comemoração de respeito, por isso serão sorteados não 1, mas 6 kits contendo livros e marcadores diversos.

E nós também estamos participando no kit 03.


Para concorrer, basta entrar no leitura descontrolada, escolher os kits que mais lhe interessam e cumprir as regrinhas que estarão descritas junto aos kits.

Entre lá e participe você também: http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/2017/07/sorteio-aniversario-de-01-ano-leitura-descontrolada.html

E aproveite para seguir o blog e colocá-lo nos seus favoritos, assim você acompanha sempre o que há de mais legal na literatura.

Boa sorte!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Resenha - Wayne de Gotham - Tracy Hickman

Capa:

A capa foi feita para ser chamativa e apela para um símbolo bem conhecido. É um livro para fãs de Batman

SINOPSEPor trás de toda máscara existe um homem de verdade. Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado. É quando descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro. Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança. Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o Asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio. Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960. Um olhar imaginativo sobre o lado humano do icônico super-herói criado por Bob Kane.


DADOS TÉCNICOS: 2013, 270 páginas, Editora LeYa, Tracy Hickman

RESENHA: Wayne de Gotham é, como o próprio nome deixa claro, uma história do Batman, mas qual versão do homem morcego encontramos aqui?
Encontramos um Batman um pouco mais velho, bastante ranzinza, solitário e soturno, indo de encontro às versões mais modernas do personagem, tanto no cinema quanto nos quadrinhos.

HISTÓRIA: O autor utilizou uma trama acontecida no passado para motivar a história atual. Acontecimentos que envolve o falecido pai de Batman, Thomas Wayne, por esse motivo, somos apresentados a vários detalhes sobre tomas, desde sua mais tenra infância até o período em que ele é um médico recém formado e começa a administrar o conglomerado herdado da família.

BAT-ARMADURA: A  bat-roupa, como o autor nomina é praticamente uma armadura, como nos filmes de Tim Burton, algo que não me agrada muito, já que prefiro o morcego como uma figura ágil e silenciosa e não uma versão da DC do homem de ferro. O autor passa algum tempo descrevendo as tecnologias de blindagem, as facilidades do capuz e o grande perigo para o maior detetive do mundo é acabar a bateria...

DISTRAÇÕES: A história no presente apresenta elementos que parecem ter sido inseridos na trama apenas para distrair o morcego e o próprio leitor. Parece um recurso narrativo, mas alguns desses itens acabam ficando sem explicação. Inimigos tradicionais do morcego (não citarei quem para não dar spoiler) aparecem do nada e nem todos eles acabam sendo bem explicados.
Você chega ao final da história e se pergunta por que raios tal personagem apareceu? Uma tentativa de fã service? Sinceramente não funcionou muito bem.


TRAIÇÕES, REVIRAVOLTAS E FINAL: O autor se arriscou bastante ao envolver Thomas Wayne, Martha Wayne e até mesmo Alfred numa trama que mostra como esse pessoal não é tão santinho quando se pensava. É o tipo de coisa que vai empolgar alguns leitores e enfurecer outros.
Mas para o final, temos algumas reviravoltas e surpresas que elevam a percepção do leitor em um final que podia ser mais empolgante.

AVALIAÇÃO: Wayne de Gotham peca pela falta de ritmo e por mostrar um Batman dependente demais da tecnologia. O lado detetive também podia ser melhor explorado.
Os flash backs tomam metade do livro e se demoram bastante até trazerem algo realmente relevante.
É uma obra destinada para quem já tem conhecimento da mitologia do personagem, já que o tempo todo aparecem personagens e vilões que um leitor de primeira viagem não vai conhecer e terá sérios problemas de entendimento.
A nota é 3,5. Um livro interessante, mas com problemas de ritmo e uma versão do Batman que pode não agradar a todo mundo.


E você leitor? Já leu Wayne de Gotham ou algum outro livro com personagens oriundos de quadrinhos?
Então deixe seu comentário abaixo.

Abraço

Dan Folter

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Crônica - Positivismo é irritante

Ser positivo é uma coisa boa, certo?

Diz uma certa teoria que os pensamentos tem a capacidade de atrair energias semelhantes, sendo assim, ao vibrar em boas energias, podemos trazer a nós as benesses desse mundo.

Apesar do meu ceticismo quanto à essas teorias, acredito que não há problema em vibrar positivamente, a questão é quando isso é feito de forma exagerada, não-natural.

Tomemos o caso de uma certa empresa e seu departamento comercial: Alguém achou uma boa ideia que o "bom dia" aquele cumprimento cordial de nossas manhãs precisasse ser dado aos gritos.

Isso mesmo. A pessoa que acaba de chegar ao recinto berra com todas as suas forças, assustando todos os seres vivos no raio de um quilômetro.

Me imagino trabalhando nesse departamento e chegando naquele dia meio ruim, aquele pequeno mal humor que passa rápido e sendo recepcionado com uma histeria coletiva de "bom dias"

É esse mesmo positivismo que vejo em algumas pessoas ditas "espiritualizadas". São aquelas pessoas meio "bicho-grilo", que não fazem mal a ninguém, é verdade, mas que enxergam qualquer coincidência como uma obra divina que, necessariamente, irá nos levar a um lugar melhor.

É algo como: Veja! estamos ambos de verde e, como verde é a cor da esperança, o nosso dia será uma maravilha!

Me imagino entrando naquele ônibus lotado as sete da manhã e abordando todas as pessoas que estão com a mesma cor de roupa, apenas para comunicar-lhes que vibramos na mesma energia e todos teremos um dia espetacular.

Talvez os deputados deveriam ir ao plenário todos com a mesma cor, acenderem um incenso de citronela e ler um livro de auto-ajuda no palanque. Isso sim resolveria os problemas do Brasil.

Acredito que a felicidade é um estado temporário, assim como a tristeza. Se você vive em constante positivismo, deixa de comemorar quando algo bom realmente lhe acontece e acaba por não perceber a diferença, vivendo num constante estado de torpor auto-induzido.

Para compreender melhor sobre o assunto, sugiro que assistam à excelente animação "Divertidamente" (Inside out) lançada em 2015.

Desejo um bom dia (falado em tom baixo, porém sincero) para todos vocês que leram até o final.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Antologia Amor sem limites - Mande seu conto

Olá Desinformado!



Se você também gosta de escrever, tem uma boa chance na antologia Amor sem limites organizada pela escritora Cris Magalhães e onde estarão participando outros escritores como eu.



Quer saber mais? Então confira o post original



Antologia Amor sem limites: crys e fantasia



Abraço



Dan Folter!