terça-feira, 15 de maio de 2018

Youtube - S01E04 O Mistério De Boa Esperança

Quarto episódio do canal desinformadoss no youtube.



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Dan Folter

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Crônica - Os filhos como desculpa

Olá pessoas queridas!
Saudades das crônicas? então vai aí um assunto que me colocou para pensar nas últimas semanas: o uso que os adultos fazem dos filhos como desculpa.

Os filhos como desculpa

A vida de um ser humano é um ciclo. Infância, adolescência, fase adulta, meia idade e velhice. O problema é que parecemos nunca estar contentes com o estado atual.
Quando crianças lutamos para nos tornarmos adultos, porém quando adultos, passamos a temer a velhice e sonhamos com a volta ao mundo infantil.

Uma das fases mais difíceis acontece na passagem dos 20 para os 30 anos, quando já não somos mais tão jovens e passamos a não querer mais uma vida de festas, bebedeiras e promiscuidade. Já não nos contentamos mais em dormir no chão ou comer qualquer coisa. Queremos segurança financeira e conjugal, mas morremos de medo de admitir isso publicamente.

Sabe aquela vontade de passar o sábado em casa, devorando um livro ou maratonando uma série? Coisa de gente velha! Voltar cedo para casa após aquela reunião de amigos? Coisa de gente sem energia...

É nessa fase da vida que muitos de nós também iniciamos a vida de mães e pais. Quando as nossas prioridades são substituídas pelas deles. E é aí que surge a oportunidade perfeita para não se assumir: basta jogar a culpa nas crianças!

Não quer ir naquele churrasco na chácara? Culpe a logística de carregar uma criança? Chegou atrasado no evento porque estava cansado e dormiu um pouco mais? Diga que seu filho se sujou e precisou limpá-lo. Quer ir embora cedo sem parecer chato e ainda pagar de responsável? Diga que seu filho está dando trabalho.

É claro que a vida com as crianças exige um trabalho antes inexistente. Bebês modernos necessitam de toneladas de tranqueiras que exigem uma mala maior do que você, os pequeninos entre os 3 e os 7 anos têm uma energia difícil de controlar e os adolescentes saber como ser insuportáveis e inconvenientes.

Mas isso facilita aquele convite para o amigo do tipo: "não vou à sua casa para não te dar trabalho. Venha você aqui". 

Isso se intensifica quando a pessoa não tem filhos, como é o meu caso. As pessoas com filhos acham que a minha vida é um enorme paraíso e que tenho vontade de sair o tempo todo, afinal não tenho filhos para "destruírem" o meu lazer.

Talvez esteja na hora de a sociedade aceitar melhor as mudanças de idade e não encarar esses sinais de que os anos estão passando de uma forma tão negativa.

E vocês, o que acham?

segunda-feira, 7 de maio de 2018

As 1001 Nuccias: [Blogueiras Unidas] [Projeto Estante Nacional] - D...

Estamos no projeto Estante Nacional organizado por vários blogs literários para impulsionar a literatura nacional.



Vamos prestigiar e conhecer um pouquinho mais sobre mim e o meu trabalho.

Tem entrevista inédita por lá!



As 1001 Nuccias: [Blogueiras Unidas] [Projeto Estante Nacional] - D...: Olá, pessoal! Chegamos ao 10º mês do Projeto Estante Nacional!! Este projeto, idealizado pelo GBU – Grupo Blogueiras Unidas , tem co...

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Resenha - Anjos e demônios de Dan Brown

Fala aí galerinha. Tudo bem com vocês?

Prontos para a resenha de um livro daqueles de tirar o fôlego?
Então venham saber o que achamos de Anjos e demônios do escritor norte americano Dan Brown, nosso xará.

Capa:




A capa chama a atenção pela indicação de que Dan Brown é o mesmo autor de O código Da Vinci, um recurso utilizado quando o nome do escritor já é associado a outros trabalhos. A capa em si é simples, apesar de bonita, mas não me chama muito a atenção.
Só me interessei pelo livro porque já o tinha em casa.

SINOPSEAntes de decifrar ´O Código Da Vinci´, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima - um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo - é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. Em Anjos e Demônios, Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos.

DADOS TÉCNICOS: 2004, 464 páginas, Editora Sextante, Dan Brown

RESENHA: Anjos e demônios tem tudo aquilo que se espera de Dan Brown, então se você já leu outras obras dele e gostou, vá fundo nesse, mas se não gostou, evite pois irá encontrar a mesma fórmula utilizada em outras obras.

A tão alarmada fórmula de Dan Brown consiste no uso de alguns elementos que discutiremos no livro aqui resenhado. São eles: Ganchos, enigmas, reviravoltas, ação contínua.

COMEÇO A 1000:  Dizem que um bom livro precisa conquistar o leitor logo no primeiro parágrafo, no primeiro capítulo e Anjos e demônios faz isso muito bem. A trama já começa com assassinato, seitas secretas, religião e Robert Langdon.

O charmoso professor universitário é chamado ao CERN, uma instituição científica localizada na Suíça para desvendar um crime que estaria ligado a uma antiga seita anti catolicismo chamada "Illuminati". Essa site teria roubado uma nova arma poderosíssima baseada em antimatéria e a usaria para destruir a cidade do Vaticano. A explosão é iminente.

Só por aí já é possível ter uma ideia do ritmo que o livro propõe. Uma correria desenfreada pelas ruas de Roma para deter os criminosos e salvar o dia, tudo conduzindo por Robert Langdon com uma ajudinha aqui ou ali.

GANCHOS: É realmente difícil parar de ler Anjos e demônios. cada capítulo termina com um pequeno mistério, um gancho que nos deixa com vontade de ler o próximo e o próximo e quando vemos lá se foi a madrugada. As mais de 400 páginas são viradas rapidamente.

ENIGMAS: Dan Brown é conhecido por rechear seus livros de simbologia. Arte, história, ciência e religião se misturam num mar de informações onde fica difícil saber o que é real e o que é fantasia.
São enigmas que devem ter exigido uma carga de pesquisa absurda por parte do autor, já que envolvem obras de arte, costumes religiosos e, nesse caso, toda uma lenda sobre uma sociedade secreta que teria ou não existido.

Apesar de esses enigmas serem incríveis, há uma desvantagem: Apenas Robert Langdon é capaz de desvendá-los. Esse detalhe tira um pouco da graça de tentar descobrir o que está acontecendo, algo possível se você está lendo um livro policial comum como os escritos pela genial Agatha Christie.

REVIRAVOLTAS: Se por um lado não é possível adivinhar os enigmas, pelo menos é possível descobrir quem são os vilões, os traidores e afins. Para isso você precisa já ter lido pelo menos um outro livro do autor para entender como ele faz para ludibriá-lo.
Só que nesse livro, ele conseguiu me enganar direitinho porque o livro vai te apresentando diferentes possibilidades de traidores e vilões e acabei surpreendido.
Infelizmente Brown deu uma exagerada nessa quantidade de reviravoltas e o livro, que é extremamente dinâmico no começo, apresentou uma certa barriga no final, mas nada que desmereça a obra como um todo.

MOTIVAÇÕES E ROMANCE: A personagem Vittoria, filha do cientista assassinado logo no começo da trama acabou se mostrando como um ponto fraco na trama. Explico: A moça acabou de perder o pai, assassinado de forma brutal e, em vários momentos, parece esquecer esse fato para se envolver amorosamente com Langdon.
O corpo nem esfriou direito ela já está toda charmosa com o professor, mesmo o autor tentando dar uma disfarçada em alguns momentos, o que me pareceu bastante forçado para que houvesse um romance no livro.
Da mesma forma, Langdon não tem nenhum motivo para se envolver numa caçada a um assassino, colocando a própria vida em risco várias vezes para solucionar alguns enigmas. Qualquer pessoa no papel dele, largaria o problema nas mãos da polícia e voltaria para casa.

PROFESSOR UNIVERSITÁRIO OU SUPERDETETIVE? Outra faceta do livro que acabou extremamente exagerada é a capacidade de Robert em sair das mais complicadas enrascadas. Ele parece mais um 007 do que um professor. Decifrar códigos tudo bem, mas ele escala, nada, lida com armas e luta muito melhor do que o esperado.
Ah, mas o escritor coloca alguns fatos prévios para justificar. Ok, ainda assim é exagerado e hollyoodiano demais para o meu gosto.

CONCLUSÃO: Anjos e demônios apresenta um Dan Brown no auge com uma história espetacular que nos prende desde o início e nos carrega em um ritmo frenético até a solução. Infelizmente o autor inflou-se no próprio ego e deu uma barrigada desnecessária, deixando o livro um pouco exagerado.
Por essas e outras pequenas gafes, perdeu uma estrela, mas ainda finaliza com excelentes 4 estrelas.

E você leitor? Já leu algum livro do autor? O que achou? E o que achou dessa resenha? Concorda ou discorda de algum ponto? Quem acrescentar algo que esquecemos? Então não esqueça de deixar o seu comentário.

Abraços
Dan Folter!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Análise literária - Admirável mundo novo de Audous Huxley

Olá meus caros leitores desinformados, como vocês estão?

Hoje é dia de clássico. Falaremos de um livro daqueles que deveriam ser solicitados nas escolas, discutidos nas mesas de bar, perguntados nos programas de auditório...

Admirável novo mundo de Audous Huxley.



Capa:


Coloquei a capa da versão lida por mim, da editora Globo e que não é das melhores. A cabeça cheia de circuitos é uma alusão à programação que as pessoas recebem na história, mas não é esteticamente interessante, e ainda traz um viés tecnológico que não é o mote do livro.

SINOPSEAno 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime.

Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável mundo novo" é um dos livros mais influentes do século 20.

DADOS TÉCNICOS: 2001 (1932),  314 páginas, Editora Globo, Audous Huxley

ANÁLISE: Esta será uma análise um pouco diferente do habitual, afinal falarmos que se trata de um grande clássico da ficção científica, de um exemplo de distopia e de livro que todos deveriam ler seria chover no molhado.
Ao invés disso, vamos utilizar esse grande clássico para mostrar como muitas das "regras sagradas" da literatura podem ser quebradas quando se tem uma boa história para contar.

Escrito em 1931 e publicado no ano seguinte, o livro mostra a preocupação do autor com regimes totalitaristas como os que estavam acontecendo na extinta União Soviética e na Alemanha nazista pouco antes da segunda guerra mundial. Por isso é interessante analisarmos o contexto da época antes de julgamos algumas das revoluções científicas e dos métodos relatados, bem como alguns pedaços que podem não soar bem numa cultura politicamente correta em demasia como a dos dias de hoje.

Vamos desmitificar?

LIVRO BOM PRECISA DE RITMO FRENÉTICO: Uma das grande lendas literárias da atualidade diz respeito ao ritmo em que as histórias devem ser contadas. Segundo os "entendidos" é preciso enxugar o texto ao máximo e colocar acontecimentos o tempo inteiro para prender a atenção do leitor. Algo como um filme de Michael Bay onde pouco se entende da história dada a velocidade dos eventos.
Pois se você acredita nisso vai se surpreender logo de cara com Admirável mundo novo já que a trama começa com uma enorme explicação de como a sociedade funciona e demora bastante até começar a explorar alguns dos personagens mais de perto.
O ritmo mais lento, além de normal para a época em que a obra foi escrita, é necessário para que o leitor possa absorver e compreender o que foi lido.

INFODUMP É RUIM: Você já deve ter ouvido falar em infodump. É a técnica utilizada por alguns autores para descrever partes da história e situar o leitor, muito comum em universos de ficção e fantasia onde o mundo e as criaturas que vivem nele não são iguais ao que conhecemos. A técnica é severamente criticada, mesmo quando acontece disfarçada nos diálogos como é feito nos primeiros capítulos de Admirável mundo novo.
Audous Huxley utiliza uma excursão de estudantes para apresentar o centro embrionário britânico e o diretor dá uma verdadeira palestra para eles e para o leitor de como tudo funciona naquela realidade.
Isso nos mostra que o problema não é o infodump em si, mas a qualidade (ou não) do autor em utilizá-lo que vai separar um bom livro de outro ruim.

UM LIVRO É TÃO BOM QUANTO SEU PROTAGONISTA: Muitos dirão que é preciso um protagonista bem definido em um bom livro, pois isso causa identificação com o leitor que passa a torcer para ele.
Admirável mundo novo foge completamente a essa regra pois o livro não define claramente um protagonista. Temos o diretor, Bernard, Lenina, personagens que se revezam na primeira metade do livro e da metade para o fim o foco recai sobre um novo núcleo de personagens, que é do selvagem John e sua mãe, Linda.
Quase não há coadjuvantes e não nos aprofundamos muito em nenhum dos protagonistas, salvo talvez o selvagem, que é mais explorado no fim da obra.
O grande personagem aqui é a sociedade, é o coletivo, assim como o diretor tenta convencer o selvagem, o autor tenta nos convencer de que ninguém é mais importante que a sociedade em si.

FINAL ARREBATADOR: O personagem principal duela contra o vilão, salva o mundo e reconstrói o que fora destruído num final cheio de reviravoltas especulares... não, você não vai encontrar um final espetacular em Admirável novo mundo, ao invés disso você encontrará um final brusco, mas coerente.
Não há um grande clímax na história nem uma mudança enorme nos personagens após passarem por provações. Admirável novo mundo acaba sem avisar e nem se preocupa em fechar pontos que foram abertos ou explicar como cada personagem termina, como aconteceria em uma novela.
E isso de forma nenhuma tira algum mérito do livro. Mais uma vez encaro como uma forma que o autor encontrou para dar ênfase ao cenário distópico e a não a esse ou aquele personagem.
O final também deixa claro o pessimismo do autor em relação à raça humana como um todo, sem apelar para a demagogia ou um final hollywoodiano. Assim como no mundo real, as pessoas se adaptam ao mundo e não o modificam de uma hora para outra.

CONCLUSÃO: Admirável mundo novo é um livro genial, justamente por quebrar com tantas convenções e mesmo assim permanecer relevante e interessante tantos anos após o seu lançamento. A obra discute de forma inteligente como a raça humana pode ser facilmente controlada quando se oferece o mínimo para que sobreviva sem grandes problemas, como a tão conhecida técnica do "pão e circo".

Leia se você gosta de distopias, histórias com profundidade e discussão sobre o comportamento humano.
Não leia se... não tem essa de não ler!!  Esse é obrigatório!

E depois de ler ou se você já havia lido, deixe aqui o seu comentário sobre o livro e sobre essa análise. Você concorda com os pontos discutidos? tem algo a acrescentar? então participe!!

Abraços
Dan Folter!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Resenha À sombra do perigo (Sob a luz das galáxias #2) de Judie Castilho

Olá meus caros leitores desinformados, como vocês estão?

Hoje é dia de resenha. E resenha de um livro nacional que é a segunda parte de uma trilogia. À sombra do perigo (Sob a luz das galáxias #2) de Judie Castilho.

E para saber o que achamos da primeira parte, basta conferir a resenha da parte 1 aqui: http://desinformadoss.blogspot.com.br/2017/04/resenha-o-beijo-da-morte-sob-luz-das.html




Capa:


Um passarinho me contou que o livro vai ganhar uma versão impressa e com capa nova, mas enquanto isso temos a capa da versão digital que aposta no roxo e é bastante chamativa e sugestiva.

SINOPSEQuando a paz no universo está ameaçada, um amor impossível pode se tornar uma poderosa arma nas mãos inimigas.

Um novo período está começando e, junto com ele, uma nova era se inicia... 
Frantila está infestada de gafanhotos.
E agora que eles encontraram uma forma de atingir o poderoso presidente da 
União Universal, o inimigo pode surgir a qualquer momento, vindo de qualquer lugar. 

Mas...
Ser caçada pelos inimigos de seu pai não é a maior ameaça à vida de Haysla. 
Ela e Benjamin estão perigosamente mais próximos. 
Seus corações, devastados pelo amor.
Seus corpos, dilacerados pelo desejo. 
E quando a paixão ultrapassa o limite da sanidade...
os olhos do homem amado podem refletir sua própria morte. 

Só há uma rota de fuga possível para esta cruel emboscada do destino... e Haysla sabe disso. Só o amor de Keynel pode salvá-la. 

Haysla está vivendo à sombra do perigo, à sombra da morte...
Mas seriam o medo e a morte capazes de fazê-la desistir de seu grande amor? 
Existiria algo no universo capaz de fazê-la desistir de seu grande amor?

DADOS TÉCNICOS: 2016, 463 páginas, Editora Independente, Judie Castilho
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RESENHA: Começo essa resenha alertando ao leitor que, como se trata de uma continuação, haverá SPOILERS tanto desse livro quanto do primeiro, então se você ainda não leu, corra adquirir os seus e depois volte para essa resenha.

Em À sombra do perigo temos a continuação dos acontecimentos mostrados em O beijo da morte onde conhecemos a heroína (ou seria vilã?) da história, Haysla e seus dois namorados Benjamin e Keynel, além de conhecermos bastante sobre como funciona a academia Frantila onde os jovens estudam e a união universal, entidade que controla vários planetas federados e os protege contra os chamados gafanhotos, povos hostis em busca por planetas desprotegidos para exploração de recursos vitais.

Apesar de todo esse pano de fundo intergalático, o grande conflito da saga é o romance impossível entre Haysla e Benjamin, já que o ministro da UNI-UNI e professor da academia Frantila é um Klyso, raça que secreta uma substância venenosa para algumas espécies.

Na primeira parte o casal acaba separado e Haysla começa a namorar com Keynel, um Trolk que faz absolutamente tudo por ela, mas recebe muito pouco em troca.

TRAIÇÃO:  O segundo volume da saga foca bastante na relação entre Haysla e Benjamin. Eles arranjam vários motivos para se encontrarem como o papel de Haysla como monitora ou as aulas que o professor precisa dar a ela para que possa se defender de um possível ataque gafanhoto. Haysla é um alvo em potencial por ser filha do presidente da UNI-UNI.
Temos então as idas e vindas do casal e como Haysla faz para enganar seu namorado, mesmo nas poucas vezes em que ele desconfia.

VIRGINDADE: É preciso lembrar que tanto Haysla quanto sua irmã Violyt são praticamente adolescentes e estão vivendo romances comuns a esta fase da vida. A perda da virgindade é explorada pela autora nesse segundo livro tanto com Haysla, quanto com Violyt já que o namorado da segunda (Lohan) faz bastante barulho quando a moça revela sua preferência por manter-se virgem até o casamento.

DEMORA A EMBALAR: O livro é grande, são mais de 400 páginas, mas muitas foram gastas com poucos acontecimentos. A autora se demorou muito com a segunda edição de um baile da academia, algo muito semelhante ao mostrado no primeiro livro.
Mesmo com acontecimentos nesse evento, isso deixou o andamento lento e um pouco cansativo, principalmente porque não surgem novos conflitos, apenas a mesma dinâmica entre a teimosia da personagem principal em prosseguir num romance impossível. 

TORCIDA CONTRA: Haysla deveria ser a nossa heroína. Ela é jovem, linda, poderosa e cheia de atitude, mas a demora em se decidir o que quer da vida pesou contra ela nesse segundo livro. Ao não libertar Benjamin de uma vez ou contar logo a verdade para Keynel, ela deixou de ser apenas uma jovem confusa e se mostrou uma pessoa egoísta e inconsequente, que brinca com a própria morte e com os sentimentos alheios colocando várias outras pessoas que gostam dela em perigo, além de todo o universo.
Devido à isso, comecei a pegar raiva da personagem, a torcer para que ela sofra, já que isso seria apenas a consequência das suas próprias atitudes. Não acredito que a autora vai dar um final desses para Haysla, mas depois do que ela faz com esses dois pobres homens, ela bem que merecia...

MELHORA NO FINAL: Apesar de o livro demorar um pouco para embalar, ele melhora no final com a descoberta de uma possibilidade de Haysla e Ben ficarem juntos. Os últimos capítulos do livro trazem um pouco de ação e desenvolvem um pouco mais da personagem Violyt, alguém que, apesar do mau exemplo da irmã, faz as coisas da maneira certa e acaba recebendo uma mistura de castigo e compensação no final.
A obra acaba funcionando como um interlúdio entre a primeira e a terceira parte onde as coisas devem realmente esquentar.

CONCLUSÃO: À sombra do perigo mantém os elementos e a história vistos na primeira parte e só funciona se você já tiver lido O beijo da Morte. Em relação ao primeiro livro, pareceu mais enrolado e com menos novidades, deixando uma sensação de que poderia ter acontecido mais.
Até por isso perdeu meia estrela em relação ao seu sucessor e ganhou um 3,5 no Skoob.
Recomendadíssimo para quem gosta de romances com uma pitada de sobrenatural e obrigatório para quem já começou a saga.

Que venha o próximo!

E você leitor? Já leu algum livro da saga? O que achou? E o que achou dessa resenha? Concorda ou discorda de algum ponto? Quem acrescentar algo que esquecemos? Então não esqueça de deixar o seu comentário.
Abraços
Dan Folter!

terça-feira, 3 de abril de 2018

S01E03 Harry Potter e a pedra filosofal - Análise literária


Terceira postagem do nosso canal de vídeo.
Venham ver o que achamos de Harry Potter e a pedra filosofal da escritora britânica J.K.Rowling.
É clássico?
Funciona com pessoas mais velhas?
Funciona com que já assistiu aos filmes?

Veja essas e outras respostas no vídeo