sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Resenha - Sandman Vol.1 de Neil Gaiman

Hoje é dia de quadrinhos aqui no blog. Vamos resenhar a obra que tornou conhecido Neil Gaiman, esse grande autor que faz de tudo um pouco: romances, contos, HQs, roteiros...

Este encadernado contém as primeiras histórias de Sandman, publicadas no final da década de 80.

Capa:




A coisa já começa bem com a capa de extremo bom gosto com imagens sobrepostas e cores interessantes

SINOPSEFoi essa frase de T.S. Eliot que serviu para embalar o lançamento dessa série e também dar asas a imaginação de Neil Gaiman, um britânico destinado a criar uma das séries mais revolucionárias e inovadoras dos quadrinhos contemporâneos.Poucas HQs na história do mundo ocidental transcenderam o gênero e romperam barreiras como Sandman conseguiu. Mesclando mitologias modernas e fantasias sombrias, além de acrescentar elementos modernos, míticos e históricos, Sandman foi considerada uma das séries mais artisticamente ambiciosas dos quadrinhos. Quando foi concluída, em 1996, já tinha mudado a nona arte para sempre e se tornado um fenômeno de cultura popular, bem como um marco das HQs, tornando difusa a fronteira imaginária entre os quadrinhos de massa e o que consideramos como arte. A série conta a história de Morfeus, um dos perpétuos, criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores, responsável pelo Mundo dos Sonhos. Basicamente ele controla e tem acesso a todos os sonhos da humanidade e de todas as criaturas capazes de sonhar, sendo o senhor do Mundo dos Sonhos, a terra aonde vamos em nossas horas de sono. Quando uma ordem mística tentou capturar a irmã de Sandman, a Morte, em seu lugar eles capturaram Morfeus. Assustados com o que conseguiram, os membros da ordem o mantiveram cativo. E assim teve início um período de diversas décadas em que esse perpétuo ficou trancafiado à mercê de seus captores, deixando o Mundo dos Sonhos abandonado e os sonhadores desamparados. A série nos revela como ele se libertou e como foi capaz de se adaptar no mundo após tantos anos de ausência, e também nos mostra um vislumbre de sua história e da mitologia dos perpétuos.


DADOS TÉCNICOS: 2010 (1989), 616 páginas, Editora Panini, Neil Gaiman

LINKS PARA COMPRA: Sandman Vol1

RESENHA: Sandman é a obra conhecida por revelar Neil Gaiman definitivamente ao mundo. Por ser uma história em quadrinhos, pode haver um preconceito, algo como "isso é coisa de criança" mas garanto que o conteúdo aqui encontrado passa bem longe de ser infantil e janta muita literatura tradicional por aí.
Este encadernado contém 616 páginas, sendo um belo de um tijolo, o que, apesar de lindo, dificulta um pouco a leitura e impede completamente a portabilidade.
Mas foi feito para enfeitar estantes e isso ele faz com louvor.



O COMEÇO: Começamos com uma história maravilhosa onde Sandman, perpétuo responsável por gerir o sonhar é aprisionado por um humano ficando nesse estado por décadas. Sem alguém para controlá-lo, o mundo dos sonhos saí do controle desencadeando uma série de eventos que serão mostrados mais para frente.

ITENS MÁGICOS: O Homem que captura Sandman também lhe rouba seus itens mágicos: um rubi, um elmo e uma algibeira e esses itens acabam se perdendo pelo mundo, gerando uma busca por eles nas histórias subsequentes.

TUDO SE ENCAIXA: É muito interessante observar a capacidade de Gaiman em criar ramificações à partir de uma história aparentemente simples. A primeira história, aparentemente simples, desencadeia uma série de eventos que atingirá até os tempos atuais do personagem (o final da década de 80) e afetará outros personagens da DC bem como uma série de pessoas "normais"

CONTOS: Gaiman é conhecido por escrever ótimos contos. Muitos o consideram melhor contista que romancista, mas eu prefiro achar que ele manda bem em ambos. Do meio para o fim do encadernado, encontramos histórias que não estão conectadas à linha principal, mas onde o autor desfila toda a sua qualidade e criatividade nos deixando boquiabertos como no história "um conto de 1000 gatos", uma lição de vida.

CONCLUSÃO: Sandman de Neil Gaiman é leitura obrigatória para quem gosta do gênero fantasia. Também é uma excelente porta de entrada para quem tem algum preconceito com quadrinhos, pois há obras para todos os gostos e que merecem uma chance.



Essa edição ainda conta com extras como um prefácio escrito pelo próprio autor, rascunhos de páginas, esboços e conceitos dos personagens e um roteiro escrito por Gaiman para os desenhistas.
Vale cada centavo e nos deixa com vontade de ter a coleção completa.

Nota 5 porque não tem como dar 6!

E não esqueça de comentar a sua opinião sobre essa edição, os personagens, o autor ou esta resenha.

Abraços

Dan Folter!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vem ai a antologia "Amor sem limites"

É com grande alegria que comunico a minha presença em mais um projeto literário. Estarei fazendo parte, juntamente com vários outros autores de muito talento, da antologia chamada "Amor sem limites"


Prepare-se para ler contos onde personagens com alguma limitação mostram como o amor pode nos levar à superação.

Emocione-se com histórias de gente que não se conformou, não baixou a cabeça e mostrou de onde vem a verdadeira força do ser humano: do coração!


"O melhor ouvinte" de Dan Folter

Ele perdeu o dom de proferir palavras. Incapaz de magoar aos outros com a ferocidade da língua, tornou-se uma criatura de grande sentimento e empatia. Inapto a falar, ele virou o melhor ouvinte.


Em breve o livro completo estará disponível para compra em formato físico e vocês poderão ler essa e muitas outras histórias emocionantes.

Para o que me conhecem, já adianto que meu conto está recheado de referências pessoais e é bastante autobiográfico.

Ficou com vontade de conhecer? Então conheça a fan page do livro em https://www.facebook.com/antologia.amorsemlimites/

Um abraço a todos e até a próxima!

Dan Folter

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Vem aí a antologia "Aconteceu no Natal"

Natal é tempo de festa, confraternização em família e abertura de presentes?

Não para esse time de autores reunidos pela revista Livros Nacionais. Para eles (e para este que vos escreve) o Natal pode ser dramático, soturno, catastrófico....

É com essa pegada que anunciamos a empreitada a se chamar "Aconteceu no Natal". Serão 13 contos (será que esse número foi coincidência) retratando o que pode existir de mais assustados nas categorias Hot, Drama, Suspense, Dark, Policial, Terror e fantasia.


Estamos trabalhando forte para entregar a vocês um trabalho de qualidade e para o Natal desse ano.
E a prova desse esmero é que a editora a publicar a obra será a Hope, então esperem por algo bem bacana chegando!

Assim você pode presentear aquele seu amigo que não gosta muito do Natal.
Quem sabe ele muda de ideia...  ou será que não?

Abraços e fiquem antenados para mais novidades!

Dan Folter

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Revista Geração Bookaholic #7

Olá meus caros desinformados!

Vocês já conhecem a revista Geração Bookaholic, da qual este que vos fala colabora desde a edição número 6?

NÂO???

Sem problemas.

Entre agora mesmo e confira. É de graça! Revista Geração Bookaholic

Mas este post é para falar da edição número 7 com ninguém mais, ninguém menos do que Thalita Rebouças na capa e na reportagem principal.


Convido vocês a conhecer toda a revista, mas vou puxar uma sardinha para as seções por mim escritas como a entrevista com o autor Lucas Ramos, a seção "livros de cabeceira" com a autora Núccia de Cicco, capítulo bônus onde falo sobre o livro "O peregrino" de Leon Uris e ainda a seção "loucos por quotes" com a simpaticíssima Judie Castilho.

Para acessar diretamente a edição 7, vá em : Edição #7

Um abraço e até +

Dan Folter!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Resenha - Drácula de Bram Stocker

Olá Desinformados.


Hoje é dia de clássico absoluto aqui no blog. Vamos resenhar simplesmente o livro que difundiu o mito do vampiro, Drácula de Bram Stocker.
Capa:



Apenas uma de tantas variantes desse grande clássico. Minimalista, mas com o essencial: Os nomes do livro e do autor, acompanhados por um castelo bastante sugestivo...

SINOPSEDrácula é o mais famoso vampiro da literatura moderna e contemporânea, citado no Guiness Book como o monstro fictício com maior número de aparições na mídia -- diretas ou indiretas... Publicado originalmente em 1897, com inspiração em relatos do folclore romeno (coletados por Stoker) sobre a ocorrência de nosferatus, ou mortos-vivos, e na infame saga do Príncipe Vlad III Drakulya, o filho do Dragão (ou Serpente[Drac]): Voivoda (warlord) da Valáquia e Transilvânia que lutou contra os Turcos no Século XV. |...| O romance "Drácula" definiu o arquétipo do vampiro moderno como o ser diabólico que se alimenta do sangue de suas vítimas e tem poderes extraordinários... [Wikipedia] 'Dracula is an 1897 Gothic horror novel by Irish author Bram Stoker. Famous for introducing the character of the vampire Count Dracula'.' Além da significativa influência das fontes literárias em Drácula (Lord Ruthwen, o vampiro de John Polidori; Sir Francis Varney, o vampiro de James Malcom Rymer e a Condessa Karnstein de J. Sheridan Le Fanu são os ascendentes mais prováveis). 


DADOS TÉCNICOS: 2002 (1897), 368 páginas, Editora Nova Cultural, Bram Stocker e Eugênio Colonnese

LINKS PARA COMPRA: Drácula

RESENHA: A leitura de grandes clássicos da literatura é função quase obrigatória para pessoas como eu que, escrevem livros e estudam letras. Ainda assim, isso está muito longe de ser um fardo ou uma leitura puramente técnica. Vamos entender o porquê.

Drácula é contado em primeira pessoa, aproveitando-se de cartas, diários e até gravações feitas em fonógrafo, um dos primeiros dispositivos para a gravação de áudio.

A história se passa em Londres e na Transilvânia, local que fica na Romênia e que seria onde Drácula construiu seu imponente castelo.

SPOILERS: Não há como ler essa obra sem sofrer com os tão temidos spoilers. Afinal o tema vampiro já foi tão explorado que todos sabemos identificar essas criaturas (Salvo quando dão chilique e brilham ao sol)
Por esta razão, muito do mistério desejado com a obra original perde-se na leitura, pois sabemos que todas aquelas pistas e o próprio nome "Drácula" são uma indicação clara do que está acontecendo.

CONTEXTO HISTÓRICO: Ao ler uma obra escrita a mais de 100 anos, é importante respeitar as características da época em que a obra foi escrita. Caso não se tenha esse cuidado, é possível julgar a obra como "machista" por exemplo, já que as mulheres são tratadas da forma como o eram naquela época. Por essas e outras, o livro pode assustar leitores desavisados.

ESQUEÇA A AÇÃO: Outra característica que denuncia a idade da obra é o andamento da mesma. O autor abusa das descrições de lugares e, principalmente, de como as pessoas se sentiam frente à determinada situação (afinal cartas e diários contém opiniões pessoais) e por isso o livro tem um andamento bem lento, chegando mesmo a dar sono, apesar da grande qualidade literária.

ALHO, ESTACAS E CRUCIFIXOS: Esqueça vampiros brilhantes e deprimidos. Em Drácula eles são aquilo que devem ser: monstros aterrorizantes que devoram sangue.
Outra característica da época em que o livro foi escrito é a religiosidade. Itens cristãos como crucifixos, água benta e até hóstias são utilizados como armas ou repelentes para essas criaturas e a religiosidade é tema forte e recorrente, sendo o vampiro considerado como um demônio ou a obra de um.

CONCLUSÃO: Drácula de Bram Stocker é o livro que definiu o rumo que os vampiros seguiriam por quase um século e é uma história belíssima e muito bem escrita.
Leia se você gosta de clássicos, de vampiros monstruosos ou quer aperfeiçoar-se nas artes das letras.
Não leia se não gosta de histórias com pouca ação, se fica incomodado por já saber o final da história ou se acha que vampiros são feitos de purpurina.

Nota 5, é claro!

E não esqueça de comentar a sua opinião sobre o livro, a resenha ou qualquer outro detalhe.

Abraços

Dan Folter!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Resenha - Laranja Mecânica de Anthony Burguess

Olá Desinformados.

Após um longo inverno, voltamos para uma resenha bastante especial. O livro resenhado é o clássico Laranja Mecânica de Anthony Burguess.

Capa:



A capa, uma de muitas disponíveis em várias edições é bem minimalista e chama bastante a atenção, tanto pela cor laranja quanto pelo título grande e estiloso .

SINOPSEClássico eterno da ficção científica, Laranja Mecânica é um verdadeiro marco na história da cultura pop e da literatura distópica. Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário.
A estranha linguagem utilizada por Alex, conhecida como Nadsat, merece destaque na obra, criada pelo próprio Burgess, fornece ao romance uma dimensão quase lírica.
A trama, que conta a história da violenta gangue de adolescentes que sai às ruas buscando divertimento de uma maneira um tanto controversa, incita profundas reflexões sobre temas atemporais, como o conceito de liberdade, a violência – seja ela social física ou psicológica – e os limites da relação entre o Estado e o Individuo.


DADOS TÉCNICOS: 2014 (1962), 200 páginas, Editora Aleph, Anthony Burgess

LINKS PARA COMPRA: Laranja Mecânica

RESENHA: É com certa vergonha que me lembro das primeiras menções ao nome Laranja Mecânica em minha infância. Primeiro me lembrava do incrível time de futebol holandês da copa de 74 e depois da excelente adaptação deste livro para o cinema, ó irmãos, como diria nosso narrador Alex.

A curiosidade com essa obra diminuiu um pouco ao descobrir que o livro tem uma linguagem própria criada pelo autor chamada nadsat. As sugestões diziam para não procurar pelo significado das palavras e tentar ler assim mesmo. Consegui em partes.

NADSAT: Essa talvez seja a grande sacada do livro. Narrado em primeira pessoa por Alex, um adolescente, é utilizada uma linguagem criada pelo autor para simular as gírias que grupos desse tipo costumam usar para se comunicar entre si.
Mas a ideia do autor foi provocar no leitor uma sensação única de estranhamento, dificultando propositalmente a compreensão das palavras. 

NÃO DESISTA: Mesmo que as primeiras páginas se mostrem desafiadoras devido à linguagem, o livro vai ficando cada vez mais interessante e parte da diversão acontece quando começamos a tentar decifrar o que é cada palavra.
Superada essa fase a diversão começa.

ULTRAVIOLÊNCIA: Esteja preparado para algumas passagens um tanto fortes. Há brigas entre gangues, espancamentos e até estupro e assassinato. A violência do livro, porém, se justifica para que entendamos como funcionam o mundo e a cabeça de Alex.
E o nosso herói, ó meus irmãos, não passa impune por essa história. Ele passará por momentos bastante difíceis o que deixa alguns leitores felizes com sua juta punição e outros um pouco chateados já que começaram a sentir empatia por ele.

LIVRE ARBÍTRIO: A discussão proposta pelo autor após Alex passar por um procedimento é sobre se o estado tem ou não o direito de retirar das pessoas o seu livre arbítrio, mesmo quando a pessoa é responsável por uma série de crimes hediondos como é o caso de Alex.
É o tipo de assunto difícil de ficar omisso, portanto leia e tire suas próprias conclusões.


CONCLUSÃO: Laranja Mecânica é um grande clássico da ficção científica e merece uma leitura. Merece também uma conferida na excelente adaptação para o cinema.
Leia se você gosta de um desafio, uma história crua em primeira pessoa
Não leia se fica ofendido com histórias violentas ou se não consegue resistir à vontade de procurar todas as palavras no glossário.
Nota 5, é claro!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Personagens de "O Mistério de Boa Esperança" - Padre Alexandre

Você ainda não leu O mistério de Boa Esperança? Não acredito...  mas se você ainda não leu, junte-se aos que já o fizeram e vamos falar um pouco sobre um personagem interessante dessa história: O padre Alexandre

Boa Esperança da Serra é aquela cidadezinha do interior que vive um momento entre o tradicional e o desenvolvimento.

Exatamente por isso, a cidade vive um contraste entre os jovens que a tomaram para morar devido à proximidade com uma universidade em outra cidade e a população nativa, tradicional e católica.

A igreja tem um papel importante na cidade, pois é onde a informação é passada entre os moradores mais antigos.
Localizada em local privilegiado, é nela que Daniel e Fernando se encontram pela primeira vez na história.

Ultimamente os padres tem sido retratados na ficção quase sempre como vilões. São homens gananciosos, quase sempre utilizando a fé como ferramenta para propósitos muito maiores, normalmente relacionados ao poder e ao dinheiro.

Talvez por isso, criei um padre que foge a esses clichês. Alexandre é um homem ainda jovem, antenado com o mundo moderno e com os jovens, uma pessoa que realmente acredita em sua religião como uma forma de ajudar a comunidade.

Apesar de ser um personagem coadjuvante, ele acaba tendo papel decisivo no desenrolar da história, já que ajuda os protagonistas de diferentes formas, pois é um dos poucos na cidade que acredita realmente neles.

Padre Alexandre também rende passagens engraçadas quando insiste em interromper os garotos a contar a sua história ou quando precisa dar um jeito de mentir apenas dizendo a verdade, uma vez que não pode fugir aos seus princípios.

Se você quer conhecer melhor esse padre "gente boa" basta ler o livro O Mistério de Boa Esperança, uma obra cheia de mistério e aventura.

Mas já vou avisando: Quem começa a leitura não consegue parar até descobrir a solução deste enigma, então prepare a xícara de café porque a noite vai ser longa (e divertida)

Para comprar em versão física autografada:

www.facebook.com/danfolter

Para comprar pela internet:

Livraria Martins Fontes

Para comprar a versão digital:

Amazon





Você já leu?
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Um abraço a todos e boa leitura

Dan Folter