segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha - O Peregrino de Leon Uris

Capa:


A capa, de estilo já um tanto ultrapassado, mostra o nome do autor maior que o do livro e ainda se refere a outras obras dele.

SINOPSEA bela aldeia de Tabah ficava na Palestina. sobre um outeiro no vale onde Josué suplicara ao Senhor para que o Sol parasse... de uma geração árabe para outra, pouco mudara. Então vieram os judeus, reclamando um pântano próximo e criando uma atmosfera hostil... depois disso, tudo mudaria para sempre..


DADOS TÉCNICOS: 1984, 546 páginas, Editora Record, Leon Uris

RESENHA: O Peregrino é um livro que investe num estilo bastante em voga ultimamente: a ficção histórica.
Nele, somos levados à aldeia de Tabah, a mais de cem anos atrás, no local onde hoje fica a Palestina.
A história se segue pelo primeira metade do século passado, mostrando como a aldeia e seus moradores são influenciados por grandes eventos como as duas grandes guerras mundiais, mas principalmente, pela criação do estado de Israel.

UMA AULA DE HISTÓRIA: O autor utilizou de forma perfeita a história para nos mostrar como era a vida de uma família islâmica naquele tempo e local. As tradições locais, reguladas pelo Corão, podem ser chocantes para um ocidental, principalmente na forma como as mulheres eram, e infelizmente ainda são, tratadas.
O livro também busca explicar historicamente o ódio existente entre árabes e Judeus, mas o faz de forma nada enciclopédica, mas utilizando a história e os excelentes personagens.

PERSONAGENS: O ponto alto de O Peregrino são os personagens ricos e envolventes que nos conduzem pela história. Desde o pai e chefe (Muktar) da tribo Ibrahim, sua esposa Hagar e seus vários filhos, com ênfase especial em Ismael, o caçula e Nada, a menina que passa por maus bocados durante a história.

DURO E FORTE: Por ser uma história calcada numa realidade difícil, O Peregrino não poupa o leitor de momentos difíceis durante a história. Assassinatos, estupros, absurdos familiares, crimes de guerra e outras situações difíceis são mostradas de forma bastante crua pelo autor.
A intenção não é chocar pela fantasia nem romantizar essas situações, apenas usar a ficção para mostrar a dura realidade pela qual aquelas pessoas enfrentam.

AUTOR JUDEU FALANDO DE ISLÂMICOS?: O autor se esforçou bastante para ser idôneo e não usa o livro como propaganda anti islâmica, como se poderia pensar. Apesar disso, é preciso realizar a leitura com os filtros ligados ao máximo, já que sabemos que não existe opinião totalmente idônea, todos somos influenciados por algo e isso ficará exposto naquilo que escrevemos.
O fato de o autor ser judeu apenas mostra o quanto foi habilidoso em escrever essa história, sem parecer uma propaganda religiosa ou uma mensagem de ódio.

AVALIAÇÃOO Peregrino é um daqueles livros que nos fazem repensar nossos valores, olhar para as nossas vidas e agradecer pelo que temos. Também é uma obra que nos ajuda a entender um pouco melhor o conflito entre os povos que vivem no oriente médio, tentando não fazer julgamentos levianos ou precipitados.
Ganhou nota 4,5 no Skoob apenas pela parte final, onde pareceu que o autor correu com algumas resoluções, ao contrário do ritmo mais cadenciado do resto do livro.

E vocês leitores. já conheciam o Peregrino ou o autor, Leon Uris? Convido-os então a procurar pelas obras dele, pois este não é o único ótimo livro que nos deixou. Outras resenhas virão.

Abraço

Dan Folter!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Conheça Dicotomia e nos ajude a publicá-lo

Olá leitores, como vocês estão?

Hoje quero compartilhar com vocês a obra que estou escrevendo para um concurso promovido em conjunto pela plataforma de leitura online Luvbook e pela Ler Editorial.

A ideia gira em torno de histórias que falem sobre amizade. Deve englobar o público young adult (18 a 25 anos, mais ou menos), ter de 50 a 90 mil caracteres sem espaço e ser publicada entre 1 de junho e 20 de setembro de 2017.

Com essa premissa, criei a história que se chama "Dicotomia" e cuja capa coloco abaixo


Sinopse: Letícia e Karina eram melhores amigas até o dia em que Matheus surgiu entre elas...

A história é narrada em primeira pessoa por Letícia, uma mulher dividida entre a amizade e o amor, mas, pera! Se você está esperando um triângulo amoroso clichê, se prepare para grandes surpresas nessa obra onde nem tudo é o que parece...

As quatro melhores histórias serão reunidas numa coletânea e lançadas pela Ler Editorial.

Além disso, os livros de maior sucesso entre o público também serão premiados pela plataforma.


As Mais Irresistíveis – Histórias mais visualizadas; 

Escolhidas pelo Público – Histórias com mais votos; 
As Mais Populares – Histórias mais comentadas; 
As Mais Mais – Histórias mais adicionadas às bibliotecas dos Luvbookers;


Por isso, peço a quem usa a plataforma que adicione o livro à biblioteca, leia, comente e deixe o seu voto.

E claro, nos diga se gostou da história, o que mudaria, se achou um erro de revisão, etc!

Abraços

Dan Folter!

domingo, 2 de julho de 2017

Blog Leitura descontrolada faz aniversário e quem ganha é você

O blog parceiro do desinformados Leitura Descontrolada está fazendo aniversário. Parece mais, mas é só um aninho desde a sua estreia.
E esse evento merece uma comemoração de respeito, por isso serão sorteados não 1, mas 6 kits contendo livros e marcadores diversos.

E nós também estamos participando no kit 03.


Para concorrer, basta entrar no leitura descontrolada, escolher os kits que mais lhe interessam e cumprir as regrinhas que estarão descritas junto aos kits.

Entre lá e participe você também: http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/2017/07/sorteio-aniversario-de-01-ano-leitura-descontrolada.html

E aproveite para seguir o blog e colocá-lo nos seus favoritos, assim você acompanha sempre o que há de mais legal na literatura.

Boa sorte!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Resenha - Wayne de Gotham - Tracy Hickman

Capa:

A capa foi feita para ser chamativa e apela para um símbolo bem conhecido. É um livro para fãs de Batman

SINOPSEPor trás de toda máscara existe um homem de verdade. Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado. É quando descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro. Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança. Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o Asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio. Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960. Um olhar imaginativo sobre o lado humano do icônico super-herói criado por Bob Kane.


DADOS TÉCNICOS: 2013, 270 páginas, Editora LeYa, Tracy Hickman

RESENHA: Wayne de Gotham é, como o próprio nome deixa claro, uma história do Batman, mas qual versão do homem morcego encontramos aqui?
Encontramos um Batman um pouco mais velho, bastante ranzinza, solitário e soturno, indo de encontro às versões mais modernas do personagem, tanto no cinema quanto nos quadrinhos.

HISTÓRIA: O autor utilizou uma trama acontecida no passado para motivar a história atual. Acontecimentos que envolve o falecido pai de Batman, Thomas Wayne, por esse motivo, somos apresentados a vários detalhes sobre tomas, desde sua mais tenra infância até o período em que ele é um médico recém formado e começa a administrar o conglomerado herdado da família.

BAT-ARMADURA: A  bat-roupa, como o autor nomina é praticamente uma armadura, como nos filmes de Tim Burton, algo que não me agrada muito, já que prefiro o morcego como uma figura ágil e silenciosa e não uma versão da DC do homem de ferro. O autor passa algum tempo descrevendo as tecnologias de blindagem, as facilidades do capuz e o grande perigo para o maior detetive do mundo é acabar a bateria...

DISTRAÇÕES: A história no presente apresenta elementos que parecem ter sido inseridos na trama apenas para distrair o morcego e o próprio leitor. Parece um recurso narrativo, mas alguns desses itens acabam ficando sem explicação. Inimigos tradicionais do morcego (não citarei quem para não dar spoiler) aparecem do nada e nem todos eles acabam sendo bem explicados.
Você chega ao final da história e se pergunta por que raios tal personagem apareceu? Uma tentativa de fã service? Sinceramente não funcionou muito bem.


TRAIÇÕES, REVIRAVOLTAS E FINAL: O autor se arriscou bastante ao envolver Thomas Wayne, Martha Wayne e até mesmo Alfred numa trama que mostra como esse pessoal não é tão santinho quando se pensava. É o tipo de coisa que vai empolgar alguns leitores e enfurecer outros.
Mas para o final, temos algumas reviravoltas e surpresas que elevam a percepção do leitor em um final que podia ser mais empolgante.

AVALIAÇÃO: Wayne de Gotham peca pela falta de ritmo e por mostrar um Batman dependente demais da tecnologia. O lado detetive também podia ser melhor explorado.
Os flash backs tomam metade do livro e se demoram bastante até trazerem algo realmente relevante.
É uma obra destinada para quem já tem conhecimento da mitologia do personagem, já que o tempo todo aparecem personagens e vilões que um leitor de primeira viagem não vai conhecer e terá sérios problemas de entendimento.
A nota é 3,5. Um livro interessante, mas com problemas de ritmo e uma versão do Batman que pode não agradar a todo mundo.


E você leitor? Já leu Wayne de Gotham ou algum outro livro com personagens oriundos de quadrinhos?
Então deixe seu comentário abaixo.

Abraço

Dan Folter

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Crônica - Positivismo é irritante

Ser positivo é uma coisa boa, certo?

Diz uma certa teoria que os pensamentos tem a capacidade de atrair energias semelhantes, sendo assim, ao vibrar em boas energias, podemos trazer a nós as benesses desse mundo.

Apesar do meu ceticismo quanto à essas teorias, acredito que não há problema em vibrar positivamente, a questão é quando isso é feito de forma exagerada, não-natural.

Tomemos o caso de uma certa empresa e seu departamento comercial: Alguém achou uma boa ideia que o "bom dia" aquele cumprimento cordial de nossas manhãs precisasse ser dado aos gritos.

Isso mesmo. A pessoa que acaba de chegar ao recinto berra com todas as suas forças, assustando todos os seres vivos no raio de um quilômetro.

Me imagino trabalhando nesse departamento e chegando naquele dia meio ruim, aquele pequeno mal humor que passa rápido e sendo recepcionado com uma histeria coletiva de "bom dias"

É esse mesmo positivismo que vejo em algumas pessoas ditas "espiritualizadas". São aquelas pessoas meio "bicho-grilo", que não fazem mal a ninguém, é verdade, mas que enxergam qualquer coincidência como uma obra divina que, necessariamente, irá nos levar a um lugar melhor.

É algo como: Veja! estamos ambos de verde e, como verde é a cor da esperança, o nosso dia será uma maravilha!

Me imagino entrando naquele ônibus lotado as sete da manhã e abordando todas as pessoas que estão com a mesma cor de roupa, apenas para comunicar-lhes que vibramos na mesma energia e todos teremos um dia espetacular.

Talvez os deputados deveriam ir ao plenário todos com a mesma cor, acenderem um incenso de citronela e ler um livro de auto-ajuda no palanque. Isso sim resolveria os problemas do Brasil.

Acredito que a felicidade é um estado temporário, assim como a tristeza. Se você vive em constante positivismo, deixa de comemorar quando algo bom realmente lhe acontece e acaba por não perceber a diferença, vivendo num constante estado de torpor auto-induzido.

Para compreender melhor sobre o assunto, sugiro que assistam à excelente animação "Divertidamente" (Inside out) lançada em 2015.

Desejo um bom dia (falado em tom baixo, porém sincero) para todos vocês que leram até o final.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Antologia Amor sem limites - Mande seu conto

Olá Desinformado!



Se você também gosta de escrever, tem uma boa chance na antologia Amor sem limites organizada pela escritora Cris Magalhães e onde estarão participando outros escritores como eu.



Quer saber mais? Então confira o post original



Antologia Amor sem limites: crys e fantasia



Abraço



Dan Folter!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Projeto Pegaí leva cultura grátis para a população.


Muitas vezes reclamamos das dificuldades culturais em um país como o Brasil. O número baixo de leitores, os downloads ilegais, a preferência pelos autores de fora em detrimento dos nacionais...

Mas o que estamos fazendo para mudar isso? Reclamar da incompetência dos nossos governantes sentados no conforto dos nossos sofás não mudará muita coisa.

Esse foi o sentimento que tive ao conhecer o professor Idomar Cerutti. Ele me apresentou ao projeto Pegaí, que leva literatura para as pessoas de forma gratuita.


O projeto criado em 2013 na cidade de Ponta Grossa, Paraná tem como objetivo difundir o hábito da leitura oferecendo livros em locais públicos para a população. Funciona como uma biblioteca pública, mas sem a burocracia e a elitização que esse modelo carrega.

Em pontos espalhados pela cidade, os leitores podem pegar e levar para casa os mais diversos livros. Depois basta devolvê-los nos mesmos pontos de forma simples e rápida.

Os livros utilizados são obtidos através de doações, uma vez que o projeto é inteiramente sem fins lucrativos e gerenciado por voluntários.

Enviei para o projeto dois exemplares de "O Mistério de Boa Esperança" que espero sejam bem aproveitados pela população da cidade e das cidades vizinhas, já que o projeto está crescendo.


Se você quer saber mais sobre o projeto, acesse a página oficial http://www.pegai.info/ e se você tem livros e deseja doá-los para o Pegaí, entre em contato através do e-mail contato@pegai.info

Vamos divulgar essa iniciativa e torcer para que surjam outras pelo Brasil. Todo mundo sai ganhando!